

Olá
Olá, sou João Furtado.
Ao longo do meu percurso como psicólogo clínico, tenho procurado construir uma prática que articule escuta, reflexão e experiência, integrando diferentes contextos de trabalho entre o Brasil e Portugal.
A clínica, o ensino e a criação de espaços de diálogo e imaginação tornaram-se, ao longo dos anos, dimensões inseparáveis do meu trabalho

Minha história
Sou psicólogo clínico e ao longo de mais de três décadas tenho vindo a construir um percurso que articula prática clínica, intervenção institucional, ensino e criação de espaços de reflexão em psicologia, entre o Brasil e Portugal.
A minha formação inicial decorreu em São Paulo, onde me licenciei em Psicologia e iniciei um percurso de aprofundamento em psicologia analítica. Este período foi marcado não apenas pela formação teórica, mas também pela experiência em contextos educativos e comunitários, nomeadamente através da docência na rede pública de ensino e da coordenação de projetos orientados para a inclusão social, cultura e promoção da qualidade de vida.
Em 2006, mudei-me para Portugal, onde passei a desenvolver a minha atividade maioritariamente no Serviço Nacional de Saúde, em cuidados de saúde primários. Este contexto tornou-se estruturante no meu percurso, colocando-me em contacto com uma grande diversidade de situações clínicas — da infância à idade adulta — e exigindo uma prática que articula escuta clínica, intervenção individual, trabalho comunitário e promoção da saúde.
Ao longo dos anos, estive envolvido em múltiplos programas de intervenção — desde saúde escolar, parentalidade e intervenção precoce, até áreas como violência doméstica, comportamentos aditivos, doenças crónicas e saúde mental em contexto comunitário. Esta experiência contribuiu para uma compreensão mais alargada da clínica, situada não apenas no indivíduo, mas também nos contextos sociais, institucionais e culturais em que a experiência se inscreve.
Paralelamente, mantive sempre atividade em contexto privado, desenvolvendo psicoterapia com crianças, adolescentes e adultos, bem como avaliação psicológica. Este espaço tem sido fundamental para aprofundar um trabalho clínico centrado na singularidade da experiência e na construção de sentido.
Do ponto de vista teórico, o meu percurso iniciou-se numa matriz junguiana mais clássica, tendo vindo progressivamente a abrir-se à psicologia arquetípica e a abordagens pós-junguianas. Interessa-me particularmente a dimensão imaginal da psique, a relação com a imagem e a possibilidade de uma escuta que não se limite à interpretação, mas que permaneça em diálogo com aquilo que emerge na experiência.
Tenho desenvolvido também atividade no âmbito do ensino e da formação, colaborando com a Universidade Católica Portuguesa e com outras instituições, bem como participando na criação de formações acreditadas na área da psicologia analítica. Paralelamente, tenho dinamizado grupos de estudo, seminários e espaços de supervisão, procurando articular reflexão teórica e prática clínica.
É neste cruzamento entre clínica, formação e criação que surge o Instituto Inspiral, que fundei como um espaço de investigação e experimentação. O instituto procura abrir a psicologia ao diálogo com outras áreas — nomeadamente a arte, a filosofia e as abordagens contemporâneas da imaginação —, promovendo iniciativas que integram pensamento, experiência e expressão simbólica.
O meu trabalho orienta-se pela tentativa de sustentar uma prática clínica que não se reduza à resolução sintomática, mas que se mantenha aberta à complexidade da experiência humana, à imaginação e à possibilidade de transformação — tanto ao nível individual como coletivo.
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